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Margarida Diogo Barbosa

Um blogue que aborda os recursos humanos numa perspectiva de todo.

30
Mar20

Para onde foram todos?

Alexandre Debieve foto

Nada como uma "boa" pandemia para vermos quem se aguenta nas "canetas". Para onde foram os Happiness Managers do mercado português, os HR Believers que tinham tanto para nos ensinar sobre as novas práticas dos recursos humanos, os Business Provocateurs que sabiam tudo dos modelos de negócio para o século XXI, os People Hackers que eram peritos em motivar pessoas e equipas e também os World Changers, esses sim, verdadeiros pioneiros da mudança mundial. Pergunto para onde foram todos?

Nada como uma "boa" pandemia para vermos quem fica no barco quando as ondas da mudança se tornam em vagas do Apocalipse. Parece que ficaram apenas os Técnicos de Recursos Humanos, os Vendedores e os Empresários do lápis e papel. Ficaram porque no fim do dia quem paga as contas, os salários e as aspirações de muita gente fútil cujo título não consegue esconder a ausência de profundidade intelectual, são os tais merceeiros e gente sem capacidade para ser trendy!

Trendies agora é sério! Não é para quem brinca às profissões!

27
Mar20

Sessões Gratuitas

Sessões Carreira.png

Vivemos tempos peculiares. Tempos em que o medo toma conta de nós, da nossa vida e nosso quotidiano, mas é nestes tempos e circunstâncias peculiares que percebemos o quanto podemos fazer a diferença.

Nas últimas semanas publicitei através do LinkedIn a disponibilidade para realizar sessões gratuitas com profissionais de todos os sectores do mercado de trabalho português, nomeadamente com aqueles que precisavam de melhorar o seu Curriculum Vitae. As sessões esgotaram rapidamente e percebi que provavelmente tinha desencadeado uma oportunidade hercúlea que necessitava de mais tempo da minha agenda.

Assim durante o mês de Abril (ainda sem datas definidas) vou abrir novamente a minha agenda para conversar e apoiar profissionais, não apenas no seu tema principal, o Curriculum Vitae, mas noutros que sejam pertinentes para cada um.

Se quiser agendar uma sessão por Skype ou Zoom comigo envie-me um email para margarida@margarida-barbosa.com. Que a minha experiência e conhecimento nesta área possam ser um farol na sua vida!

Até já!

13
Mar20

Leitura: De quarentena

É sempre surpreendente quando à minha volta constato uma certa incredulidade por não ver televisão. Usualmente a pergunta que se segue é sempre algo do género "Nada??". Na verdade, não vejo, não sinto falta do dito aparelho e em minha casa até a minha filha de 15 anos já incorporou na sua vida este hábito.

Não ver televisão é um das boas práticas individuais que sigo à risca para estar bem a nível profissional e pessoal e é igualmente uma forma de me proteger do excesso de negatividade e ruído informativo que geram o pânico e o medo. E bem sabemos o que aconteceu ao papel higiénico quando o medo se instalou...

Não vejo televisão porque não gosto de novelas, os noticiários estão minados por interesses de terceiros e porque o futebol não é a minha praia, aliás o desporto hoje em dia é uma excelente arma ao serviço do MEDO. Não vejo televisão porque em boa verdade não necessito dela para ver e compreender o Mundo à minha volta.

Agora que o país entra lentamente numa nova rotina chamada quarentena o único conselho que estou em condições de lhe dar é que LEIA! Não veja televisão e não se deixe inquinar pelo histerismo e pelo medo. Afinal se fizer as contas às horas que deu ao aparelho televisivo e não à leitura vai chegar à conclusão que a sua dívida é grande!

11
Mar20

Impulsividade

#Impulsividade

Muitos dos profissionais que acompanho não gostam de ser conotados com personalidades impulsivas e muito poucos reconhecem a sua importância no contexto profissional ou mesmo pessoal.

Em definição restricta a impulsividade está profundamente associada a quem age sem pensar ou a quem facilmente se enfurece e, portanto, a impulsividade é sinónimo de precipitação, impetuosidade, irritabilidade e mesmo de uma certa imprevisibilidade de comportamento.

Personalidades com um nível alto de impulsividade podem efectivamente ser imprevisíveis, precipitadas ou mesmo irascíveis, mas também podem ser profissionais com elevado grau de iniciativa, uma vez que o impulso à acção está naturalmente enraizado na sua matriz identitária.

A força interna que gera o impulso e motiva a acção não assusta estas personalidades, e nesse sentido a impulsividade deve ser vista como o fósforo” que estrutura uma postura operacional, quase sempre pragmática e orientada a objectivos.

13
Fev20

Lideres Instantâneos

O mercado de trabalho anda deslumbrado com a palavra liderança. Todos querem ser líderes e os mais novos acham que ser líder de “qualquer coisa” é o barómetro do seu sucesso profissional, mesmo que na realidade e na prática não façam a gestão efectiva de nada. Para muitos é a sua sorte andarem iludidos.

Ser líder não é uma palavra vazia de significado, superficial, e muito menos uma responsabilidade que se aceite de ânimo leve. Esta tem de ser aceite com um profundo espírito de serviço aos outros e com uma indelével vontade de promover o bem comum.

Se muitos que apregoam aos quatro ventos a palavra liderança tivessem que se sentar no lugar do condutor, convivendo genuinamente com o facto de que a vida e a segurança de todos os que estão na viatura estaria nas suas mãos, a verborreia destilada por essas timelines fora seria menor com toda a certeza.

PS – Ser “líder” com o risco associado nos outros também não conta.

24
Jan20

A passear de carro na Amadora...

Em 2015 um adepto do Benfica (branco) foi espancado por um polícia em frente ao seu filho menor. O polícia foi condenado e o acto em si condenado por todos nós. E bem diga-se.

Em 2020 uma mulher (para seu azar preta) foi espancada à frente da sua filha menor cujo espetáculo último é o estado da sua cara. Uma verdadeira obra de arte feita por estes polícias novatos que vêm aprender a "arte do seu ofício" a este grande palco de variedades que é a Amadora.

Em 2015, o branco reagiu indignado à atitude do PSP e levou na tromba. Em 2020, a preta é obrigada a apanhar no focinho e a fingir de conta que tem o mesmo tratamento por parte de todos nós como se fosse branca. E a ver o seu passado - aceitável ou não - a servir de justificação.

A única pergunta que nos devemos fazer é se o contexto merecia aquele tratamento de massagem personalizado. O resto é verborreia espalhada na caixa de esgoto da Humanidade.

É isto. Agora vou ali usufruir dos meus privilégios de branca da Amadora e beber o meu café com leite.

14
Jan20

Autoconhecimento vs Assessment

Desenvolver e implementar uma estratégia de pesquisa de emprego de forma sistematizada, mensurável e planeada não é uma tarefa complexa, mas requer compromisso e como condição prévia processos bem estabelecidos de autoconhecimento.

Conhecermo-nos bem significa que somos capazes de escolher melhor segmentos de mercado, ambientes organizacionais e muito essencialmente projetos de carreira e de vida. Quando somos capazes de ter essa “dose extra” de honestidade pessoal, estamos preparados para gerir de forma mais eficaz a nossa carreira, e para crescer pessoal e profissionalmente.

A minha experiência como recrutadora ensinou-me que a larga maioria dos profissionais não faz este trabalho prévio e nem sequer está ciente ou desperto para a necessidade de uma maior consciência interior ou tão simplesmente para o facto de que talvez as adversidades circunstanciais na profissão possam ser apenas um sintoma de algo maior e mais complexo. Poucos estão munidos das ferramentas internas para este processo de consciencialização.

Ao longo do último ano, ao trabalhar com os assessments da Thalento, o meu objetivo primordial foi ajudar os profissionais que solicitavam auxílio para começarem este caminho que é sem dúvida sinuoso, mas benéfico, a médio e longo prazo. Um assessment que nos permite olhar para os 30 principais indicadores da nossa personalidade dá-nos certamente a oportunidade de racionalizarmos quem somos, mas também como podemos projetar quem queremos ser, seja a nível profissional ou mesmo a nível pessoal.

Durante o mês de Janeiro estou a realizar 1 sessão com assessment incluído. Se pretende saber como se pode inscrever, envie-me um email para mbarbosa@globapartner-hrs.pt.

14
Nov19

Passagens administrativas e não só!

Não é segredo o quanto eu tenho defendido uma mudança na Educação, em favor de uma visão estratégica de Estado e do nosso posicionamento no Mundo e como ferramenta ao serviço de um Mercado de Trabalho mais justo e dinâmico, mas o debate de ontem na Assembleia da República deixou-me perplexa.

Deixou-me perplexa, não com a possibilidade de oficializarmos as "passagens administrativas" dos miúdos até ao 9º ano, mas essencialmente porque os nossos ilustres deputados estiveram a debater um tema "vazio".

Passagens administrativas até ao 9º ano já se fazem neste país há muito tempo, em especial com certas minorias étnicas ditas problemáticas, tal como se faz uma clara diferenciação - e por conseguinte de estatuto - das turmas A para as restantes, tal como também certas escolas pedem "donativos" no momento da inscrição de um aluno novo. Dá direito a um smile no canto superior direito.

Percebem onde acaba esta conversa?

17
Set19

O corredor da morte

Lembro-me que na minha escola uma das práticas instituídas era o uso do “corredor da morte” para premiar os delatores da turma, ou melhor dizendo os “chibos” que tanto queriam cair nas boas graças do Director de Turma que a única graça que alcançavam era a do código de conduta do grupo.

Num destes dias tentei explicar à minha filha a importância do grupo (não da equipa) para a aprendizagem de um conjunto de regras de socialização que são cruciais para nós enquanto pessoas e profissionais. Não sei se ela me compreendeu, já que a única coisa que me respondeu foi que as auxiliares não aprovavam essas “dinâmicas de grupo” na sua escola. Acredito que na minha também não tivessem aprovado caso fossemos apanhados.

Compreendo perfeitamente que aplicar códigos de conduta pela força parece coisa de outros meandros sociais, mas um código de conduta nunca fez mal a ninguém, pelo menos sabemos que conduta adoptar, ao respondermos a um estímulo social que nos é intrínseco enquanto humanos, o do grupo.

Aplicar a força para “educar” o membro tresmalhado do grupo é cruel, sem dúvida, mas também a forma mais directa de lhe mostrar que existem princípios que lhe serão necessários para o resto da sua vida, não apenas como pessoa, mas também como profissional. Falo de lealdade, de sentido de compromisso e de sentimento de pertença para não mencionar outros.

É caso para dizer que muitos não passaram no “corredor da morte”.

10
Set19

Fazer mais para Ser mais

Não é Inverno e muito menos Natal, mas estas pequenas (grandes!) mensagens são determinantes para confiarmos em absoluto no que fazemos e como fazemos. E aquecem o nosso coração.

"Olá Margarida. Obrigada pelo apoio, fica o contacto para futuros interesses. Não posso deixar de lhe agradecer a forma simpática e eficiente com que sempre respondeu. Tem uma abordagem claramente diferenciadora da generalidade dos seus colegas de profissão. Tenho pena de não ser desta vez que vamos trabalhar juntas. Um bem haja para si."

 

Sobre mim

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Biografia

Este blogue é o resultado do meu percurso enquanto especialista em recursos humanos. Aqui, este tema será abordado numa perspectiva de todo: as boas práticas, métodos, o que há de novo no mercado, as relações entre recrutador, candidatos e clientes.(...)

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