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Margarida Diogo Barbosa

Um blogue que aborda os recursos humanos numa perspectiva de todo.

22
Mai19

Escolhas...

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Alguém dizia que a vida são dois dias. Eu digo que mais tarde ou mais cedo somos chamados a responder pelas nossas escolhas ou pela falta delas, pois dificilmente conseguiremos escapar eternamente por entre os pingos da chuva.

Escolha! Independentemente de ter o aval, a concordância ou a compreensão dos que estão à sua volta. Escolha e respeite a sua verdade interior porque senão a Vida encarregar-se-á de lhe dar as escolhas que sobraram de quem já escolheu em livre consciência. Escolha! E faça o que verdadeiramente gosta!

07
Mai19

Sobre a felicidade

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Sobre a felicidade.

Vivemos tempos estranhos. Não há nada que se consiga manter no seu estado mais genuíno e mais honesto. Há sempre os abutres à espreita que consideram interessante desmembrar para instrumentalizar em benefício dos seus interesses individuais ou particulares. Neste suposto mundo aberto e globalizado nada sobrevive à lei da interpretação superficial, assim foi com o coaching, com as frases inspiradoras ou até mesmo com as técnicas de auto-ajuda que entupiram as prateleiras de livrarias, papelarias e áreas de serviço.

Os tempos são tão estranhos que há organizações que julgam ser capazes de desenvolver e implementar práticas que fomentem a felicidade dos seus colaboradores, ora por construírem uma nova sede, ora por trazerem para dentro do espaço empresarial actividades supostamente lúdicas. Curiosamente nada que incentive o trabalhador a ter vida pessoal, mas antes tudo o que potencie o crescimento dos negócios e dos lucros do empregador. Só curiosamente. Não que haja alguma intenção por detrás da necessidade de definir o que são as “melhores práticas para a felicidade”.

Tinha pensado não escrever nada sobre isto. Tinha pensado. No entanto hoje tirámos esta fotografia e o que começou por ser uma sessão fotográfica corporativa e formal tornou-se naturalmente noutra coisa qualquer quando percebemos que havia adereços. O melhor de nós sobressaiu.

A felicidade é de cada um de nós. Não está, nem pode estar entregue à organização e ao empregador. Senão, todos sabemos o que vai acontecer, certo?

Créditos: NC Produções

03
Mai19

Quem é Ada Hegerberg?

Quem é Ada Hegerberg e por que motivo ter sido deixada de fora do Mundial de França 2019, por parte da Federação Norueguesa de Futebol, pode ser notícia de destaque?

Na realidade, e até para percebermos como as notícias são veiculadas quase sempre de forma tendenciosa, Ada Hegerberg que é nada mais nada menos que a grande estrela da selecção feminina de futebol da Noruega, tornou-se notícia nos últimos dias porque decidiu não representar a sua equipa nacional no Mundial de França 2019 e não o contrário como noticiado. Outras jogadoras norueguesas, nomeadamente a sua irmã Andrine, seguiram-lhe o exemplo.

Talvez se estivéssemos a falar do "futebol" que nos entope a televisão diariamente ao serão poderíamos pensar que estaríamos a falar de dinheiro ou talvez até numa birra das manas Hegerberg, mas não é este o caso. Tanto Ada como Andrine estão de candeias às avessas com a sua federação simplesmente porque as condições de competição e pagamento de salários e prémios de jogo entre a equipa feminina e a equipa masculina não são iguais. 

Pessoalmente, o que considero louvável é o facto de Ada ter sido capaz de ver para além da sua carreira e dos seus próprios interesses, não apenas em prol das suas colegas de equipa, mas também em benefício de todas as jogadoras de futebol, profissional ou amador, que todos os dias competem com menos condições. Ada Hegerberg recusou-se a perpetuar o comportamento de vítima e através das suas acções e influência impulsionou a mudança que já está a acontecer. 

26
Abr19

A propósito das contrapropostas

A propósito das contrapropostas.

Bem sei o quanto é mal visto pelos recrutadores que um determinado profissional aceite uma contraproposta do seu atual empregador. Mas e se essa contraproposta for apenas uma medida de retificação de uma situação já de si injusta?

Diz-me a experiência que muitos profissionais se assenhoram destas oportunidades, não realmente para mudar de trabalho e progredir na carreira, mas tão-somente para marcar uma posição exclusivamente financeira junto do seu atual empregador. Porém, e mesmo considerando como plausível que possam ser uma minoria do mercado, existem profissionais que são manifestamente subvalorizados financeiramente.

Nesses casos, não é aceitável que a contraproposta possa ser uma ferramenta de promoção profissional?

Sobre mim

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Biografia

Este blogue é o resultado do meu percurso enquanto especialista em recursos humanos. Aqui, este tema será abordado numa perspectiva de todo: as boas práticas, métodos, o que há de novo no mercado, as relações entre recrutador, candidatos e clientes.(...)

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