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Margarida Diogo Barbosa

Um blogue que aborda os recursos humanos numa perspectiva de todo.

07
Mai20

5 Sessões Práticas para quem procura trabalho

PROGRAMA BUSINESS_POST.png

Tenho dito e repetido vezes sem conta, eu não faço, mas ensino o profissional a fazer! Hoje é difícil essa aprendizagem, mas amanhã quandos os ventos mudarem estará preparado para desenvolver e implementar de forma eficaz a sua estratégia de pesquisa de emprego.

O Programa Business é composto por 5 sessões práticas para o desenvolvimento e elaboração de Curriculum Vitae (em 1 ou mais línguas), para a aquisição de uma metodologia de identificação e abordagem a potenciais empregadores e também para a criação de emailing de candidatura espontânea.

Este serviço não tem qualquer "fee de colocação" e o profissional terá acesso um template profissional de curriculum vitae à sua escolha.

Peça-me informações para

01
Mai20

A dádiva dos Recursos Humanos

margarida-barbosa.com

A maior e mais profunda dádiva que um profissional dos recursos humanos pode receber é sem dúvida alguma a possibilidade e o privilégio de contactar com pessoas. É no contacto com as pessoas, com as suas limitações, competências e escolhas realizadas ao longo da sua vida e carreira que constatamos como as relações são um universo complexo, com uma elevada carga emocional e extremamente imprevisíveis.

Nunca tendo sido a melhor da minha profissão ou do meu segmento, fui sempre uma das mais interessadas em compreender os “porquês” inerentes a determinadas decisões de carreira ou de ordem pessoal. Sentia sempre um fascínio incomensurável pela compreensão até ao mais ínfimo pormenor pelas razões invocadas por aquele profissional ou ser humano. Esse fascínio foi a ligação que eu desenvolvi e mantive com a minha profissão. Não a necessidade de coscuvilhar sobre a vida alheia, mas tão-somente compreendê-la e dar-lhe alguma lógica.

Incorporando no meu dia-a-dia profissional a infinita possibilidade de encontrar versões diferentes de pessoas entendi como se tomam decisões opostas perante circunstâncias de vida ou carreira idênticas. Mais, entendi acima de tudo que decisões opostas perante circunstâncias de vida ou carreira idênticas não significam necessariamente “certo ou errado”, “bom ou mau” ou “verdade ou mentira”.

No que diz respeito à tomada de decisão perante factos ou circunstância particulares, cada um de nós escolhe caminhos com “geografias” diversas e essa é a essência da vida em si mesma. Para qualquer profissional de recursos humanos esta deve ser a verdade implícita: Aceitar, entender e incorporar esta multiplicidade de versões, escolhas e experiências. É um trabalho nunca acabado.

Este mar infinito de escolhas e caminhos foi sempre a minha grande motivação, o meu leme numa tempestade de emoções, decisões de vida ou carreira nem sempre compreensíveis ou simples para quem não lhes dá a devida importância. Contudo, pude também compreender que mesmo num mar de possibilidades ou escolhas, os profissionais podem e devem encontrar práticas mais ou menos sistematizadas e validadas que lhes permitam servir como âncora no momento da decisão.

Essas práticas, a par do conhecimento individual que o profissional tem sobre o segmento de mercado onde está inserido e a sua função, são a única ferramenta que lhes possibilita ser mais eficazes nos objectivos a alcançar. É este pormenor que faz toda a diferença entre os que têm sucesso e os que não têm.

Se está a perguntar a si mesmo por que motivo isto acontece, deixe-me dar-lhe a resposta. Em Portugal o desenvolvimento de um conceito de Educação Profissional ou de uma política de preparação para a integração no mercado de trabalho simplesmente não existe. Não existe e o mercado não sabe o que é, o que pode ser e fazer pelos profissionais mais jovens e mais grave ainda a maior parte dos intervenientes de recursos humanos não lhe dedica tempo algum do seu tempo ao seu estudo ou desenvolvimento.

A minha experiência no segmento em causa diz-me que o tema não é sexy, dá muito trabalho, requer muita reflexão e mais importante que tudo isto parece que não traz nenhum proveito financeiro imediato nem para as organizações nem para os profissionais do sector. Esta é a dura realidade. Contudo e porque vivemos tempos em que a taxa de desemprego é elevada, a concorrência é feroz entre profissionais e a pressão sobre os que estão empregados é real, devemos responsavelmente reflectir sobre estas práticas educacionais que tanta falta fazem aos profissionais, seniores ou finalistas à procura do primeiro emprego.

Por outro lado, não podemos esquecer também que o paradigma do emprego mudou radicalmente na última geração, em boa parte porque a percepção do trabalho mudou. Ou seja, nos últimos 30 anos a percepção de que um trabalhador era uma peça fundamental da estabilidade e subsequente crescimento da organização acabou, fazendo com que o trabalhador passasse a valer tão-somente o que representa para a organização em termos de números (produtividade, oportunidades de negócio, novas ideias, etc.)

Esta mudança de paradigma, este abanar do status quo vigente veio ditar uma mudança no ónus da gestão de carreira do profissional, significando que o próprio individuo passou a ser responsável pela sua própria carreira, algo que nunca acontecera enquanto a organização lhe proporcionava um “emprego para a vida”. Essa gestão não era necessária nem sequer importante.

Ora todas estas mudanças em termos de sistema, em termos da percepção do trabalho quer pelo profissional quer pelas organizações acabou por criar um vazio relativo à eficácia com que os profissionais navegam ou se integram no mercado de trabalho. Ninguém sabe muito bem o que é verdadeiramente eficaz na pesquisa de emprego, na mudança de profissão, na gestão de carreira, e por aí adiante. E ninguém sabe porque ninguém o estudou ou investiu o seu tempo a estudar este tema que é a Educação Profissional.

Tal como lhe disse anteriormente eu sempre quis compreender os “porquês” inerentes a determinadas decisões dos profissionais com quem me relacionava. A minha necessidade de compreensão apresentava-se com o mesmo vigor com que aos 7 anos resolvi perguntar ao meu pai o que estava por detrás do Universo. Como poderia eu validar o perfil dos meus candidatos se não os compreendia na tomada de decisão ou na gestão da sua carreira? (...)

(excerto do Manual de Pesquisa de Emprego, Margarida Diogo Barbosa, 2012)

27
Abr20

Navegar em águas profundas

Os dois lados da mesma moeda. Não é preciso um manual de boas práticas de pesquisa de emprego para sabermos que um bom contacto é meio caminho andado para uma maior ligeireza na criação de uma nova oportunidade profissional. Mas, possuir um bom contacto não significa necessariamente que este nos sirva de validação ou reforço pessoal e profissional ad eternum. Isto é válido para o curriculum vitae e sobretudo para a entrevista de emprego.

Lembre-se, sempre e quando menciona um determinado nome de contacto profissional quer no curriculum vitae quer na entrevista está a dar um "tiro no escuro" ou tão-somente a "navegar em águas profundas". Como não pode controlar na totalidade a forma como vai ser percepcionado pelo receptor, não pode na verdade garantir que a pessoa que está do outro lado não conhece o mesmo contacto até de uma forma pouco expectável.

Navegar em águas profundas não é mau, mas é só para quem confia cegamente no facto de não conseguir ver o fundo do mar. Compreende? 

23
Abr20

Gráficos que nos fazem sorrir

Segmentação MT.png

Existem dois momentos particularmente difíceis para um profissional no desenvolvimento da sua estratégia de pesquisa de emprego. O primeiro está relacionado com o desdobramento funcional fundamental na elaboração do curriculum vitae, pois é-lhe pedido que compreenda a sua função de forma mais conceptual e abstracta. Para muitos é uma incógnita!

O segundo está relacionado com a capacidade para compreender e implementar acções de segmentação do mercado de trabalho, fundamentais para posteriormente saber o que fez e como fez. Nesta fase o mais difícil nem é saber como começar, é sobretudo ser capaz de manter o rigor e persistência no processo ao longo do tempo.

Por estes dias pedi a uma profissional que me fizesse um resumo objectivo da pesquisa de oportunidades já realizadas e este foi apenas um dos gráficos que me apresentou. É isso, saber o que fez e como fez.

Enquanto assim for saberá sempre para onde tem que ir. 

30
Mar20

Para onde foram todos?

Alexandre Debieve foto

Nada como uma "boa" pandemia para vermos quem se aguenta nas "canetas". Para onde foram os Happiness Managers do mercado português, os HR Believers que tinham tanto para nos ensinar sobre as novas práticas dos recursos humanos, os Business Provocateurs que sabiam tudo dos modelos de negócio para o século XXI, os People Hackers que eram peritos em motivar pessoas e equipas e também os World Changers, esses sim, verdadeiros pioneiros da mudança mundial. Pergunto para onde foram todos?

Nada como uma "boa" pandemia para vermos quem fica no barco quando as ondas da mudança se tornam em vagas do Apocalipse. Parece que ficaram apenas os Técnicos de Recursos Humanos, os Vendedores e os Empresários do lápis e papel. Ficaram porque no fim do dia quem paga as contas, os salários e as aspirações de muita gente fútil cujo título não consegue esconder a ausência de profundidade intelectual, são os tais merceeiros e gente sem capacidade para ser trendy!

Trendies agora é sério! Não é para quem brinca às profissões!

27
Mar20

Sessões Gratuitas

Sessões Carreira.png

Vivemos tempos peculiares. Tempos em que o medo toma conta de nós, da nossa vida e nosso quotidiano, mas é nestes tempos e circunstâncias peculiares que percebemos o quanto podemos fazer a diferença.

Nas últimas semanas publicitei através do LinkedIn a disponibilidade para realizar sessões gratuitas com profissionais de todos os sectores do mercado de trabalho português, nomeadamente com aqueles que precisavam de melhorar o seu Curriculum Vitae. As sessões esgotaram rapidamente e percebi que provavelmente tinha desencadeado uma oportunidade hercúlea que necessitava de mais tempo da minha agenda.

Assim durante o mês de Abril (ainda sem datas definidas) vou abrir novamente a minha agenda para conversar e apoiar profissionais, não apenas no seu tema principal, o Curriculum Vitae, mas noutros que sejam pertinentes para cada um.

Se quiser agendar uma sessão por Skype ou Zoom comigo envie-me um email para margarida@margarida-barbosa.com. Que a minha experiência e conhecimento nesta área possam ser um farol na sua vida!

Até já!

13
Mar20

Leitura: De quarentena

É sempre surpreendente quando à minha volta constato uma certa incredulidade por não ver televisão. Usualmente a pergunta que se segue é sempre algo do género "Nada??". Na verdade, não vejo, não sinto falta do dito aparelho e em minha casa até a minha filha de 15 anos já incorporou na sua vida este hábito.

Não ver televisão é um das boas práticas individuais que sigo à risca para estar bem a nível profissional e pessoal e é igualmente uma forma de me proteger do excesso de negatividade e ruído informativo que geram o pânico e o medo. E bem sabemos o que aconteceu ao papel higiénico quando o medo se instalou...

Não vejo televisão porque não gosto de novelas, os noticiários estão minados por interesses de terceiros e porque o futebol não é a minha praia, aliás o desporto hoje em dia é uma excelente arma ao serviço do MEDO. Não vejo televisão porque em boa verdade não necessito dela para ver e compreender o Mundo à minha volta.

Agora que o país entra lentamente numa nova rotina chamada quarentena o único conselho que estou em condições de lhe dar é que LEIA! Não veja televisão e não se deixe inquinar pelo histerismo e pelo medo. Afinal se fizer as contas às horas que deu ao aparelho televisivo e não à leitura vai chegar à conclusão que a sua dívida é grande!

11
Mar20

Impulsividade

#Impulsividade

Muitos dos profissionais que acompanho não gostam de ser conotados com personalidades impulsivas e muito poucos reconhecem a sua importância no contexto profissional ou mesmo pessoal.

Em definição restricta a impulsividade está profundamente associada a quem age sem pensar ou a quem facilmente se enfurece e, portanto, a impulsividade é sinónimo de precipitação, impetuosidade, irritabilidade e mesmo de uma certa imprevisibilidade de comportamento.

Personalidades com um nível alto de impulsividade podem efectivamente ser imprevisíveis, precipitadas ou mesmo irascíveis, mas também podem ser profissionais com elevado grau de iniciativa, uma vez que o impulso à acção está naturalmente enraizado na sua matriz identitária.

A força interna que gera o impulso e motiva a acção não assusta estas personalidades, e nesse sentido a impulsividade deve ser vista como o fósforo” que estrutura uma postura operacional, quase sempre pragmática e orientada a objectivos.

14
Fev20

O luto profissional

o luto profissional.png

 

O Conceito

Em Portugal, o conceito de luto profissional é uma realidade incógnita, uma espécie de “não-tema” que não permite que se criem as condições e as ferramentas de apoio e suporte, não apenas para os profissionais em processo de luto, mas também para a sua necessária compreensão e de como este pode ser endereçado em todas as suas dimensões.

Culturalmente, o conceito de “luto” está profundamente associado ao processo posterior à morte de um ente querido, mas este processo de perda pelo qual qualquer individuo pode passar ao longo da sua vida pode estar também associado a outros tipos de perda, nomeadamente a perda de um animal de estimação. A perda e os processos subjacentes podem, na realidade, constituir uma teia bastante complexa e merecem, por isso, um tratamento diferenciado e específico a cada caso. O mesmo acontece com o luto profissional.

Sempre e quando um profissional perde o seu trabalho sabemos à partida que o seu contexto profissional, pessoal e familiar é modificado, ocorrendo deste modo, e necessariamente, uma reorganização e redefinição do seu papel nestas diferentes dimensões da sua vida. Cada profissional vivencia de forma diferente, mediante a cultura, o meio em que está inserido e o próprio contexto da perda, o seu processo de luto profissional. Ao longo da minha carreira, tenho acompanhado profissionais com processos bastante complexos e profundos de luto profissional cuja iniciativa de deixar o trabalho foi sua; outros cujo despedimento não foi da sua iniciativa, mas foi encarado e integrado como uma nova oportunidade para relançar determinadas áreas ou projectos de vida que haviam ficado para segundo plano em detrimento das obrigações para com o empregador.

Não há, na minha experiência, uma relação directa entre a razão ou iniciativa do despedimento e o processo de luto, mas existem fatores de desgaste que se acumulam ao longo do tempo e que contribuem de forma bastante perceptível para este processo de luto e de perda, muitas vezes assente em sentimentos de injustiça, incompreensão ou traição.

O luto profissional reflecte assim uma necessidade básica de vinculação e, por conseguinte, de reconhecimento de valor que é corrompida com a interrupção do significado de segurança na vida que é a profissão ou carreira. Tal como no luto mais tradicional, também o luto relacionado com o trabalho está assente num sistema de crenças e valores culturais e sociais que se traduzem numa espécie de modelo de reconhecimento formal e de valor do recurso para o mercado de trabalho; quando a perda profissional acontece este sistema fica notoriamente comprometido, ou dito de outra forma, o profissional passa a ser visto como uma espécie de liability para a sua organização.

Posso testemunhar que o processo de luto profissional é real e tangível, em especial quando o profissional evidencia sintomas claros de descontrolo emocional, ainda que de forma temporária, pelo que o luto profissional é igualmente na sua essência muito pessoal, sem tempo estimado de resolução e com nuances que variam de profissional para profissional.

Isto significa que cada um de nós, tal como quando perdemos tragicamente um ente querido, precisamos de um tempo diferente para responder aos desafios inerentes ao processo de perda que resulta de um despedimento ou desligamento profissional, independentemente do contexto factual que precedeu essa decisão ou das circunstâncias posteriores ao fim do vínculo que existia entre as partes.

A perda do trabalho implica uma reorganização da vida do profissional, e tal como no luto tradicional, a interrupção do significado daquela profissão, da convivência com aquelas pessoas e do mindset organizacional que predominou durante algum tempo, nalguns casos anos, pode ter efeitos perversos na autoestima, na autoconfiança e em última análise no discernimento para ser capaz de tomar decisões valiosas e de impacto positivo ou de projecção no futuro.

 

A importância do processo de luto

Sabendo que cada individuo tem o seu próprio processo interno de integração da perda existem tradicionalmente quatro estádios ou fases no luto para que a perda da vinculação seja reconhecida e a recuperação se dê por concluída e que podem ser aplicados também ao luto profissional.

A primeira fase é o choque onde o profissional não reconhece a perda. De seguida entra a fase de protesto em que o profissional procura e anseia por respostas de conforto. A terceira fase é o desespero que ocorre quando o profissional se apercebe que a perda é permanente. A quarta e última fase é a aceitação que ocorre quando o profissional se adapta à perda e começa a retomar o seu funcionamento normal.

A adaptação ao luto é o resultado de uma interação entre duas forças de vinculação opostas: a necessidade de manter a proximidade com a organização ou trabalho perdido e a necessidade de desvinculação para investir noutras oportunidades profissionais ou organizações.

Só quando ocorre a aceitação da perda e a subsequente natural adaptação a uma nova realidade pessoal e profissional o individuo está em condições de retomar o seu percurso de carreira ou encetar novos caminhos.

E só também neste momento o especialista de carreira pode fazer a sua intervenção ao nível do acompanhamento do profissional no desenvolvimento de boas práticas que lhe permitam criar novas oportunidades, ou dito de outra forma, uma nova realidade profissional que possa proporcionar um novo sistema de vinculação e de reconhecimento.

13
Fev20

Lideres Instantâneos

O mercado de trabalho anda deslumbrado com a palavra liderança. Todos querem ser líderes e os mais novos acham que ser líder de “qualquer coisa” é o barómetro do seu sucesso profissional, mesmo que na realidade e na prática não façam a gestão efectiva de nada. Para muitos é a sua sorte andarem iludidos.

Ser líder não é uma palavra vazia de significado, superficial, e muito menos uma responsabilidade que se aceite de ânimo leve. Esta tem de ser aceite com um profundo espírito de serviço aos outros e com uma indelével vontade de promover o bem comum.

Se muitos que apregoam aos quatro ventos a palavra liderança tivessem que se sentar no lugar do condutor, convivendo genuinamente com o facto de que a vida e a segurança de todos os que estão na viatura estaria nas suas mãos, a verborreia destilada por essas timelines fora seria menor com toda a certeza.

PS – Ser “líder” com o risco associado nos outros também não conta.

Sobre mim

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Biografia

Este blogue é o resultado do meu percurso enquanto especialista em recursos humanos.

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