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Margarida Diogo Barbosa

Um blogue que aborda os recursos humanos numa perspectiva de todo.

14
Nov19

Passagens administrativas e não só!

Não é segredo o quanto eu tenho defendido uma mudança na Educação, em favor de uma visão estratégica de Estado e do nosso posicionamento no Mundo e como ferramenta ao serviço de um Mercado de Trabalho mais justo e dinâmico, mas o debate de ontem na Assembleia da República deixou-me perplexa.

Deixou-me perplexa, não com a possibilidade de oficializarmos as "passagens administrativas" dos miúdos até ao 9º ano, mas essencialmente porque os nossos ilustres deputados estiveram a debater um tema "vazio".

Passagens administrativas até ao 9º ano já se fazem neste país há muito tempo, em especial com certas minorias étnicas ditas problemáticas, tal como se faz uma clara diferenciação - e por conseguinte de estatuto - das turmas A para as restantes, tal como também certas escolas pedem "donativos" no momento da inscrição de um aluno novo. Dá direito a um smile no canto superior direito.

Percebem onde acaba esta conversa?

17
Set19

O corredor da morte

Lembro-me que na minha escola uma das práticas instituídas era o uso do “corredor da morte” para premiar os delatores da turma, ou melhor dizendo os “chibos” que tanto queriam cair nas boas graças do Director de Turma que a única graça que alcançavam era a do código de conduta do grupo.

Num destes dias tentei explicar à minha filha a importância do grupo (não da equipa) para a aprendizagem de um conjunto de regras de socialização que são cruciais para nós enquanto pessoas e profissionais. Não sei se ela me compreendeu, já que a única coisa que me respondeu foi que as auxiliares não aprovavam essas “dinâmicas de grupo” na sua escola. Acredito que na minha também não tivessem aprovado caso fossemos apanhados.

Compreendo perfeitamente que aplicar códigos de conduta pela força parece coisa de outros meandros sociais, mas um código de conduta nunca fez mal a ninguém, pelo menos sabemos que conduta adoptar, ao respondermos a um estímulo social que nos é intrínseco enquanto humanos, o do grupo.

Aplicar a força para “educar” o membro tresmalhado do grupo é cruel, sem dúvida, mas também a forma mais directa de lhe mostrar que existem princípios que lhe serão necessários para o resto da sua vida, não apenas como pessoa, mas também como profissional. Falo de lealdade, de sentido de compromisso e de sentimento de pertença para não mencionar outros.

É caso para dizer que muitos não passaram no “corredor da morte”.

10
Set19

Fazer mais para Ser mais

Não é Inverno e muito menos Natal, mas estas pequenas (grandes!) mensagens são determinantes para confiarmos em absoluto no que fazemos e como fazemos. E aquecem o nosso coração.

"Olá Margarida. Obrigada pelo apoio, fica o contacto para futuros interesses. Não posso deixar de lhe agradecer a forma simpática e eficiente com que sempre respondeu. Tem uma abordagem claramente diferenciadora da generalidade dos seus colegas de profissão. Tenho pena de não ser desta vez que vamos trabalhar juntas. Um bem haja para si."

 

26
Ago19

Profissional mais Pessoal

Estou de férias. Este facto só por si não significa que estou ausente do meu contexto profissional. A verdade é que apesar de estar de férias, hoje fui almoçar ao meu local de trabalho. Vamos lá compreender esta coisa de gostarmos do nosso empregador.

Talvez este acontecimento tenha despoletado interiormente outra reflexão, o estado de ausência permanente com que os recrutadores desempenham o seu papel no mercado de trabalho. Ou dito de outra forma, mandam uns emails aos candidatos, mas não querem ser incomodados, querem que os profissionais vão aos seus clientes, mas não querem dizer como correu (acho que se chama feedback!).

Quem me conhece sabe que não tenho uma presença disseminada nas redes sociais, mas apenas um Instagram. E às vezes até com "esse" a relação é conflituosa. A "coisa" da marca pessoal deve ser tratada com o respeito e expertise necessários e o Instagram foi o único que cumpriu esses critérios.

Ora, se um recrutador "ausente" não se dá a conhecer, não estabelece verdadeiros laços de confiança não se comprometendo com nada, muito menos com candidatos, então é altura de quebrar as regras convencionadas e tornar isto mais pessoal.

Partilho para quem queira conhecer-me e trocar uns follows. 

Instagram Margarida Diogo Barbosa

21
Ago19

Delírios funcionais

Job Functions (1).png

Ainda estou a tentar entender o que se está a passar no mundo dos Recursos Humanos. Simultaneamente à perda de credibilidade da nossa função e respectiva importância estratégica que deveríamos possuir no seio de uma organização e no mercado de trabalho em geral, assisto à proliferação de terminologia funcional bacoca que não encerra qualquer significado e por certo não contribui para a valorização da nossa profissão.

As designações que estão em referência não são um produto de um delírio ocasional da minha cabeça e muito menos estão contidas nalgum livro de faculdade que todos compramos, mas que ninguém lê.

Estes títulos de funções aparecem no LinkedIn e são uma espécie de verborreia funcional ou profissional com a qual todos pactuamos.

09
Ago19

Patrões ou Patrãozecos...

Como se diz no Ribatejo "dá-me cá uns engodos" quando vamos ao café comer tranquilamente, e na companhia do Artur Madeira Lopesa nossa torta favorita e temos também de "engolir um patrão" a entrevistar na mesa do lado e a vender o "SalárioX14" como se fosse um benefício extra e único da sua empresa.

Usar expressões durante a entrevista como "isto não é X12 é sempre tudo X14" mostra não só o seu calibre de carácter, como também é revelador de um profundo desconhecimento da Lei.

09
Ago19

Sem Verão. Mas com Intenção.

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Ao longo da minha carreira perdi a conta ao número de vezes que um candidato me disse em entrevista que procurava activamente novas oportunidades profissionais, e sinceramente, devem-se contar pelos dedos das mãos aqueles que verdadeiramente sabem como o fazer.

Um profissional que não consegue responder de forma clara e objectiva a perguntas sobre quem é ou sobre o que quer fazer em termos futuros, que não é capaz de identificar as principais características ou tendências do segmento de mercado em que desempenha funções ou que não definiu claramente uma abordagem pragmática e intencional para a sua pesquisa de emprego não fez o seu trabalho de casa. 

E para um recrutador experiente nem é preciso fazer muitas perguntas para percebermos em que momento deste percurso o profissional em causa honestamente se encontra.

Procurar novas oportunidades de trabalho não é disparar em todas as direcções (talvez nunca me canse de o repetir!) e também não é apenas um match tipicamente "nonsense" de funções. Pense em que é, no que sabe fazer e no que quer fazer. Talvez obtenha algumas respostas supreendentes!

07
Ago19

Livros. O meu retiro espiritual.

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Ninguém será capaz de proceder a escolhas eficazes sobre a sua carreira se não souber desenvolver mecanismos internos para promover a sua inteligência emocional. Este processo requer coragem para olharmos para dentro de nós e tempo para nos reconciliarmos e aceitarmos quem somos e o que verdadeiramente procuramos para nossa vida e respectiva carreira.

Mesmo a viver um dos melhores momentos da minha carreira também eu me disponho a essa busca interior e a esses momentos preciosos de retiro que me dão estabilidade e discernimento para ajudar os outros. No meu caso, o meu retiro são os livros.

Este Verão descobri Walter Scott e James Hogg. E vocês o que gostam de ler?

11
Jul19

Carreira & Missão

Uma das estagiárias da Global Partner HR Solutions perguntou-me um dia porque tinha escolhido esta carreira. Nunca verdadeiramente tinha pensado sobre isso, mas acabei por lhe dar a única resposta que me fez sentido, eu não escolhi esta carreira, mas acho que a Vida me trouxe até aqui.

Na realidade, sempre gostei de Pessoas e creio que "elas" também sempre gostaram de mim. Mesmo que no início da minha carreira tivesse tido momentos em que sentia dificuldade em abraçar esta competência, a maturidade e própria experiência adquirida fez-me finalmente compreender e aceitar a minha Missão.

E quando as circuntâncias da Vida nos proporcionam a possibilidade de juntarmos a Carreira à Missão pessoal tudo faz muito mais sentido.

10
Jul19

Hotline do recrutamento

Estou a pensar em criar uma linha telefónica de valor acrescentado para ligar aos meus candidatos. Se só estão disponíveis para falar comigo às 20h, talvez faça sentido rentabilizar o meu tempo para além do meu horário de trabalho convencionado.

Parece-me, mas talvez eu perceba pouco disto, que um profissional que só se dispõe a falar com um recrutador à hora de jantar e em pleno horário convencionado para a vida pessoal tenha alguns traços marcadamente narcisicos...ou centrados apenas nos seus interesses.

Não interessa!

Sobre mim

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Biografia

Este blogue é o resultado do meu percurso enquanto especialista em recursos humanos. Aqui, este tema será abordado numa perspectiva de todo: as boas práticas, métodos, o que há de novo no mercado, as relações entre recrutador, candidatos e clientes.(...)

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