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Margarida Diogo Barbosa

Um blogue que aborda os recursos humanos numa perspectiva de todo.

24
Jun20

Atalhar caminho

Individual success is a myth.png

Adoro atalhos.

Nada como usarmos o elevador em vez das escadas, é mais rápido e muito menos cansativo, afinal as escadas foram feitas para os que precisam de exercício físico. Se precisar excepcionalmente de usar o Metro, o Estado certamente não se importará que eu me cole a alguém que tem um título já pago, afinal os meus impostos também sustentam os “parasitas” da sociedade. Quando me espalho ao comprido no desempenho das minhas obrigações profissionais posso sempre deixar que o estagiário fique com o ônus da culpa, afinal ele ainda precisa de aprender mais do que eu.

Mas a nossa carreira não é um atalho, pois não? A nossa carreira e o que fazemos dela é uma espécie de caminho sinuoso em que a cada etapa encontramos um enigma ao qual precisamos de dar resposta. Por vezes não existe uma resposta óbvia e nalguns momentos estes enigmas não têm sequer resposta única. A Vida é assim mesmo, sem escolhas únicas e respostas óbvias.

Mas escolha o que escolher, não vá pelo atalho.

22
Jun20

VUCA: O caminho para lá chegarmos

VUCA.png

 

“Across many industries, a rising tide of volatility, uncertainty, and business complexity is roiling markets and changing the nature of competition”

Doheny, Nagali & Weig, 2012

 

Antes que desista já da leitura deste artigo, deixe-me explicar-lhe que o meu objectivo não é fazer uma dissertação monótona e superficial sobre o acrónimo VUCA, nem tão pouco dar-lhe algum tipo de insight pessoal sobre novos modelos de gestão e liderança neste mundo que está ainda no seu amanhecer. Creio que muito já se escreveu sobre o assunto, e, portanto, não acredito que possa acrescentar, com honestidade e conhecimento suficiente, uma teoria sobre estes temas neste contexto ainda pouco explorado. Para lhe ser sincera não me motivam as organizações e os conceitos abstractos, mas sim as pessoas e é sobre elas que quero conversar.

 

First things first.

O acrónimo VUCA foi criado no meio militar e amplamente usado para identificar cenários que são desafiantes do ponto de vista do seu diagnóstico, e, por conseguinte, com características específicas de imprevisibilidade que tornam difícil o desenvolvimento de uma estratégia de planeamento eficaz. No virar do século o acrónimo entrou definitivamente no léxico organizacional e civil, e desde então tem sido a referência para identificar um mundo globalizado, de raiz tecnológica e digital, altamente competitivo, e que se rege em larga medida por dinâmicas que lhe conferem um senso generalizado de imprevisibilidade e complexidade.

A sua transposição para o mundo civil não foi um mero acaso e muito menos uma adaptação forçada e artificial ao meio organizacional, mas o extravasamento de um mecanismo já compreendido e integrado noutros contextos que pode tornar mais fácil a transição para uma nova ordem mundial cujos meandros ainda não conhecemos verdadeiramente. O mundo VUCA não é em si mesmo um fim, mas antes uma espécie de mal necessário em virtude dos eventos históricos peculiares que vivemos nos últimos trinta e cinco anos e que nos conduziram passo a passo até ao ano de 2020. É portanto, o meio pelo qual podemos discernir e antever cenários e respostas a realidades que nos parecem voláteis, incertas, complexas e ambíguas.

 

O princípio do fim.

A menos que tenha um interesse particular por História Mundial como eu, os eventos que doravante lhe quero descrever poderão parecer pouco relevantes, no entanto julgo ser absolutamente crucial contextualizar como chegámos até ao processo de transição global que vivemos e que vulgarmente designamos por mundo VUCA. A História tem esta particularidade especial e única que é a sua capacidade de nos dar o encadeamento de acontecimentos e factos que nos permitem compreender realmente o mundo num plano mais abstrato e simbólico, o dos conceitos e dos paradigmas vigentes.

A 8 de Dezembro de 1987, Ronald Reagan e Mikhail Gorbachev assinavam em Washington o Tratado INF (Intermediate Range Nuclear Forces Treaty) relativo ao controlo de armamento nuclear de médio alcance, e não fosse a minha insistência com os factos históricos, acredito que o acontecimento em si não lhe despertasse a mínima curiosidade nem tão pouco qualquer ligação com o mundo VUCA. O Tratado INF, para além de ser o produto de uma empatia natural assumida entre Reagan e Gorbachev, permitiu de forma objectiva e gradual aliviar as tensões existentes na única fronteira comum entre os dois blocos, a Alemanha. E à Alemanha já lá iremos pois na minha modesta opinião é aqui que os acontecimentos se precipitam para o mundo de que agora conversamos.

O mesmo tratado que Donald Trump decidiu denunciar unilateralmente em 2019, foi o mesmo que Gorbachev e Reagan admitiram ter sido o princípio catalisador do fim da Guerra Fria e do início de um sistema internacional assente no poder hegemónico de uma única potência, os Estados Unidos. A História dir-nos-á que foi a rápida percepção por parte dos americanos de que o bloco vencedor seria o que conseguisse por um lado apresentar avanços tecnológicos e comerciais competitivos, mas também o que tivesse a capacidade de esgotar os recursos e ânimo contrário, criando a necessária e inevitável destabilização política. Porém, o que usualmente a História não nos refere é que esta percepção nas diversas administrações americanas em complemento com a Doutrina Reagan possibilitaram um interesse cada vez mais intenso em projectos domésticos de I&D e que resultariam na década de setenta em três acontecimentos que ditariam a base deste mundo que hoje percepcionamos.

Em 1973, Martin Cooper, responsável de projecto na Motorola, usou o seu protótipo DynaTAC para telefonar ao Presidente da AT&T que havia recusado financiar o seu projecto de criação do primeiro telefone portátil. Cincos anos antes, em 1968, Roger E. Moore e Robert Joyce fundavam a Intel que viria a possibilitar a democratização das descobertas e desenvolvimentos preconizados por Steven Jobs e Bill Gates, já na segunda metade da década setenta. Estes factos históricos, em conjunto com o desenvolvimento da World Wide Web possibilitada apenas pelo desenvolvimento dos protocolos de comutação de dados foram a porta de entrada para um mundo que gira em torno do telemóvel, do computador e da mobilidade ou conectividade, a World Wide Web, portanto. É por causa deles que nos é permitido trabalhar em qualquer parte, estarmos em constante ligação com amigos e familiares e inclusive saber o que acontece live em todo o mundo, criando forças de mobilização e colectivismo verdadeiramente desafiantes para qualquer governo nacional, exemplo disso é a Primavera Árabe e o despoletar da guerra civil na Síria. O que estes três acontecimentos possibilitaram foi o surgimento imparável de um sistema social de cariz tecnológico, global e mutável para o qual poucos se haviam preparado e que simbolicamente ficou espelhado na atitude precipitada de Günter Schabowski que desencadeou a queda do Muro de Berlim.

Na realidade, o muro de Berlim cai porque em 1989 já tudo caía à sua volta, não em termos restritos porque o que efectivamente caía não eram apenas os regimes vizinhos para além da cortina de ferro, mas essencialmente uma velha ordem assente no princípio da polaridade entre duas potências e que já não se coadunava com a democratização do acesso à tecnologia e a todas as formas de comunicação e interdependência global daí resultantes. A queda do muro de Berlim tem o condão de ser o primeiro evento a nível mundial a solicitar o mecanismo VUCA, ou seja, o facto de se conhecerem as suas circunstâncias imediatas e mais alargadas, mas não se ser capaz de impedir as mudanças repentinas e imprevisíveis que daí advieram tornaram-no num evento volátil; o facto de não existir conhecimento suficiente nessa altura para avaliar o impacto que tais circunstâncias pudessem produzir no futuro tornaram-no num evento com um profundo grau de incerteza; o facto de se assistir de forma quase incrédula ao efeito dominó que tal evento produziu nas repúblicas socialistas da União Soviética e respectivos estados satélites foi a evidência de que as partes envolvidas há muito faziam parte de uma rede profundamente intricada, politicamente multiforme e interdependente tornando-o num evento complexo; e por fim o facto de não se conhecerem verdadeiramente as causas e os efeitos de tal evento dificultaram qualquer antevisão com base em circunstâncias semelhantes de um passado longínquo ou recente, tornando-o num evento com elevada ambiguidade.

O que hoje constatamos é que o mundo não ficou mais previsível. Com efeito, desde 11 de Setembro de 2001 que temos assistido ao amanhecer de um mundo mais volátil, mais incerto e talvez por isso mais perigoso, certamente mais complexo em que a tecnologia é o denominador comum, e também ambíguo, pois na realidade o que todos temos percebido é que as regras do jogo têm mudado com muita frequência, mais até do que gostaríamos.

 

O caminho que nos falta.

Mais do que tentar perceber que mundo novo é este que vamos encontrar em pleno daqui a cem anos, será mais interessante e produtivo entendermos e compreendermos que oportunidades nos estão a ser dadas agora com este processo de transição designado por VUCA.

Creio que um dos maiores desafios que enfrentamos ou pelo menos aqueles que têm a obrigação profissional de contribuir para o paradigma que rege o capital humano será acabar com o tratamento trendy que dão ao acrónimo VUCA, usando-o de forma muitas vezes estéril para referir tudo o que são as mudanças repentinas e súbitas de qualquer ecossistema profissional ou empresarial. Por outro lado, creio que mesmo nas situações em que os nossos líderes são sensíveis à necessidade de nos adaptarmos a estas novas circunstâncias, existe uma falta de conhecimento e interesse generalizado pelas novos modelos e ferramentas de gestão que devem ser parte integrante do mecanismo VUCA. O nosso tecido empresarial tem ainda uma visão de curto alcance comparativamente ao que nos é pedido neste contexto. Por último, e não menos importante, há um sentimento generalizado de impotência que conduz as organizações a uma gestão sem real sentido de propósito ou missão.

Capitalizar as oportunidades que advêm do mundo assente numa lógica VUCA é possível, mas primeiro é preciso compreender o que isso significa e como pode verdadeiramente ser usado em benefício das organizações e das pessoas. Não basta ser trendy para que aconteça uma qualquer magia que nos vai salvar, é impreterível ter conhecimento real e substanciado para reduzir o grau de incerteza, é preciso agilidade para mitigar os efeitos das mudanças repentinas, é necessário estarmos em constante processo de adaptação à mudança, não apenas como organização, mas como individuo também, e sobretudo é obrigatório experimentar e arriscar, pois só assim se criam novas oportunidades.

O mundo VUCA não é o fim, mas antes o caminho para lá chegarmos.

19
Mai20

Potencial Solar

Solar Gold.png

Potencialmente cada um de nós não é apenas uma função, uma profissão ou um conjunto de tarefas adstritas a um descritivo funcional. Potencialmente somos muito mais do que apenas “isto”, mas ainda assim investimos anos das nossas vidas na conquista do reconhecimento da nossa habilidade em sermos especializados, ou especiais, não fosse a “especialidade” a qualidade do que é especial. A nossa sangria pela “especialidade” não começa na carreira e nem na escola, mas em casa, junto do núcleo familiar e mais próximo onde aprendemos a lutar pelo reconhecimento, pela validação e pelo feedback.

Alguns de nós conseguirão aprender que não podem ficar presos neste processo, outros necessitarão dele uma vida inteira, afetando impiedosamente as suas relações e dinâmicas pessoais, mas inevitavelmente as profissionais também. Muitos dos que ficam presos neste processo são, para nosso espanto, algumas das nossas chefias directas e aquelas com quem temos de lidar diariamente.

Se nos conseguirmos libertar da necessidade de nos especializarmos para nos sentirmos “especiais” e indispensáveis aos olhos dos outros, o potencial em cada um de nós é imenso. Basta que para tal sejamos mais honestos connosco e com a nossa essência solar.

07
Mai20

5 Sessões Práticas para quem procura trabalho

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Tenho dito e repetido vezes sem conta, eu não faço, mas ensino o profissional a fazer! Hoje é difícil essa aprendizagem, mas amanhã quandos os ventos mudarem estará preparado para desenvolver e implementar de forma eficaz a sua estratégia de pesquisa de emprego.

O Programa Business é composto por 5 sessões práticas para o desenvolvimento e elaboração de Curriculum Vitae (em 1 ou mais línguas), para a aquisição de uma metodologia de identificação e abordagem a potenciais empregadores e também para a criação de emailing de candidatura espontânea.

Este serviço não tem qualquer "fee de colocação" e o profissional terá acesso um template profissional de curriculum vitae à sua escolha.

Peça-me informações para

01
Mai20

A dádiva dos Recursos Humanos

margarida-barbosa.com

A maior e mais profunda dádiva que um profissional dos recursos humanos pode receber é sem dúvida alguma a possibilidade e o privilégio de contactar com pessoas. É no contacto com as pessoas, com as suas limitações, competências e escolhas realizadas ao longo da sua vida e carreira que constatamos como as relações são um universo complexo, com uma elevada carga emocional e extremamente imprevisíveis.

Nunca tendo sido a melhor da minha profissão ou do meu segmento, fui sempre uma das mais interessadas em compreender os “porquês” inerentes a determinadas decisões de carreira ou de ordem pessoal. Sentia sempre um fascínio incomensurável pela compreensão até ao mais ínfimo pormenor pelas razões invocadas por aquele profissional ou ser humano. Esse fascínio foi a ligação que eu desenvolvi e mantive com a minha profissão. Não a necessidade de coscuvilhar sobre a vida alheia, mas tão-somente compreendê-la e dar-lhe alguma lógica.

Incorporando no meu dia-a-dia profissional a infinita possibilidade de encontrar versões diferentes de pessoas entendi como se tomam decisões opostas perante circunstâncias de vida ou carreira idênticas. Mais, entendi acima de tudo que decisões opostas perante circunstâncias de vida ou carreira idênticas não significam necessariamente “certo ou errado”, “bom ou mau” ou “verdade ou mentira”.

No que diz respeito à tomada de decisão perante factos ou circunstância particulares, cada um de nós escolhe caminhos com “geografias” diversas e essa é a essência da vida em si mesma. Para qualquer profissional de recursos humanos esta deve ser a verdade implícita: Aceitar, entender e incorporar esta multiplicidade de versões, escolhas e experiências. É um trabalho nunca acabado.

Este mar infinito de escolhas e caminhos foi sempre a minha grande motivação, o meu leme numa tempestade de emoções, decisões de vida ou carreira nem sempre compreensíveis ou simples para quem não lhes dá a devida importância. Contudo, pude também compreender que mesmo num mar de possibilidades ou escolhas, os profissionais podem e devem encontrar práticas mais ou menos sistematizadas e validadas que lhes permitam servir como âncora no momento da decisão.

Essas práticas, a par do conhecimento individual que o profissional tem sobre o segmento de mercado onde está inserido e a sua função, são a única ferramenta que lhes possibilita ser mais eficazes nos objectivos a alcançar. É este pormenor que faz toda a diferença entre os que têm sucesso e os que não têm.

Se está a perguntar a si mesmo por que motivo isto acontece, deixe-me dar-lhe a resposta. Em Portugal o desenvolvimento de um conceito de Educação Profissional ou de uma política de preparação para a integração no mercado de trabalho simplesmente não existe. Não existe e o mercado não sabe o que é, o que pode ser e fazer pelos profissionais mais jovens e mais grave ainda a maior parte dos intervenientes de recursos humanos não lhe dedica tempo algum do seu tempo ao seu estudo ou desenvolvimento.

A minha experiência no segmento em causa diz-me que o tema não é sexy, dá muito trabalho, requer muita reflexão e mais importante que tudo isto parece que não traz nenhum proveito financeiro imediato nem para as organizações nem para os profissionais do sector. Esta é a dura realidade. Contudo e porque vivemos tempos em que a taxa de desemprego é elevada, a concorrência é feroz entre profissionais e a pressão sobre os que estão empregados é real, devemos responsavelmente reflectir sobre estas práticas educacionais que tanta falta fazem aos profissionais, seniores ou finalistas à procura do primeiro emprego.

Por outro lado, não podemos esquecer também que o paradigma do emprego mudou radicalmente na última geração, em boa parte porque a percepção do trabalho mudou. Ou seja, nos últimos 30 anos a percepção de que um trabalhador era uma peça fundamental da estabilidade e subsequente crescimento da organização acabou, fazendo com que o trabalhador passasse a valer tão-somente o que representa para a organização em termos de números (produtividade, oportunidades de negócio, novas ideias, etc.)

Esta mudança de paradigma, este abanar do status quo vigente veio ditar uma mudança no ónus da gestão de carreira do profissional, significando que o próprio individuo passou a ser responsável pela sua própria carreira, algo que nunca acontecera enquanto a organização lhe proporcionava um “emprego para a vida”. Essa gestão não era necessária nem sequer importante.

Ora todas estas mudanças em termos de sistema, em termos da percepção do trabalho quer pelo profissional quer pelas organizações acabou por criar um vazio relativo à eficácia com que os profissionais navegam ou se integram no mercado de trabalho. Ninguém sabe muito bem o que é verdadeiramente eficaz na pesquisa de emprego, na mudança de profissão, na gestão de carreira, e por aí adiante. E ninguém sabe porque ninguém o estudou ou investiu o seu tempo a estudar este tema que é a Educação Profissional.

Tal como lhe disse anteriormente eu sempre quis compreender os “porquês” inerentes a determinadas decisões dos profissionais com quem me relacionava. A minha necessidade de compreensão apresentava-se com o mesmo vigor com que aos 7 anos resolvi perguntar ao meu pai o que estava por detrás do Universo. Como poderia eu validar o perfil dos meus candidatos se não os compreendia na tomada de decisão ou na gestão da sua carreira? (...)

(excerto do Manual de Pesquisa de Emprego, Margarida Diogo Barbosa, 2012)

27
Abr20

Navegar em águas profundas

Os dois lados da mesma moeda. Não é preciso um manual de boas práticas de pesquisa de emprego para sabermos que um bom contacto é meio caminho andado para uma maior ligeireza na criação de uma nova oportunidade profissional. Mas, possuir um bom contacto não significa necessariamente que este nos sirva de validação ou reforço pessoal e profissional ad eternum. Isto é válido para o curriculum vitae e sobretudo para a entrevista de emprego.

Lembre-se, sempre e quando menciona um determinado nome de contacto profissional quer no curriculum vitae quer na entrevista está a dar um "tiro no escuro" ou tão-somente a "navegar em águas profundas". Como não pode controlar na totalidade a forma como vai ser percepcionado pelo receptor, não pode na verdade garantir que a pessoa que está do outro lado não conhece o mesmo contacto até de uma forma pouco expectável.

Navegar em águas profundas não é mau, mas é só para quem confia cegamente no facto de não conseguir ver o fundo do mar. Compreende? 

23
Abr20

Gráficos que nos fazem sorrir

Segmentação MT.png

Existem dois momentos particularmente difíceis para um profissional no desenvolvimento da sua estratégia de pesquisa de emprego. O primeiro está relacionado com o desdobramento funcional fundamental na elaboração do curriculum vitae, pois é-lhe pedido que compreenda a sua função de forma mais conceptual e abstracta. Para muitos é uma incógnita!

O segundo está relacionado com a capacidade para compreender e implementar acções de segmentação do mercado de trabalho, fundamentais para posteriormente saber o que fez e como fez. Nesta fase o mais difícil nem é saber como começar, é sobretudo ser capaz de manter o rigor e persistência no processo ao longo do tempo.

Por estes dias pedi a uma profissional que me fizesse um resumo objectivo da pesquisa de oportunidades já realizadas e este foi apenas um dos gráficos que me apresentou. É isso, saber o que fez e como fez.

Enquanto assim for saberá sempre para onde tem que ir. 

30
Mar20

Para onde foram todos?

Alexandre Debieve foto

Nada como uma "boa" pandemia para vermos quem se aguenta nas "canetas". Para onde foram os Happiness Managers do mercado português, os HR Believers que tinham tanto para nos ensinar sobre as novas práticas dos recursos humanos, os Business Provocateurs que sabiam tudo dos modelos de negócio para o século XXI, os People Hackers que eram peritos em motivar pessoas e equipas e também os World Changers, esses sim, verdadeiros pioneiros da mudança mundial. Pergunto para onde foram todos?

Nada como uma "boa" pandemia para vermos quem fica no barco quando as ondas da mudança se tornam em vagas do Apocalipse. Parece que ficaram apenas os Técnicos de Recursos Humanos, os Vendedores e os Empresários do lápis e papel. Ficaram porque no fim do dia quem paga as contas, os salários e as aspirações de muita gente fútil cujo título não consegue esconder a ausência de profundidade intelectual, são os tais merceeiros e gente sem capacidade para ser trendy!

Trendies agora é sério! Não é para quem brinca às profissões!

27
Mar20

Sessões Gratuitas

Sessões Carreira.png

Vivemos tempos peculiares. Tempos em que o medo toma conta de nós, da nossa vida e nosso quotidiano, mas é nestes tempos e circunstâncias peculiares que percebemos o quanto podemos fazer a diferença.

Nas últimas semanas publicitei através do LinkedIn a disponibilidade para realizar sessões gratuitas com profissionais de todos os sectores do mercado de trabalho português, nomeadamente com aqueles que precisavam de melhorar o seu Curriculum Vitae. As sessões esgotaram rapidamente e percebi que provavelmente tinha desencadeado uma oportunidade hercúlea que necessitava de mais tempo da minha agenda.

Assim durante o mês de Abril (ainda sem datas definidas) vou abrir novamente a minha agenda para conversar e apoiar profissionais, não apenas no seu tema principal, o Curriculum Vitae, mas noutros que sejam pertinentes para cada um.

Se quiser agendar uma sessão por Skype ou Zoom comigo envie-me um email para margarida@margarida-barbosa.com. Que a minha experiência e conhecimento nesta área possam ser um farol na sua vida!

Até já!

13
Mar20

Leitura: De quarentena

É sempre surpreendente quando à minha volta constato uma certa incredulidade por não ver televisão. Usualmente a pergunta que se segue é sempre algo do género "Nada??". Na verdade, não vejo, não sinto falta do dito aparelho e em minha casa até a minha filha de 15 anos já incorporou na sua vida este hábito.

Não ver televisão é um das boas práticas individuais que sigo à risca para estar bem a nível profissional e pessoal e é igualmente uma forma de me proteger do excesso de negatividade e ruído informativo que geram o pânico e o medo. E bem sabemos o que aconteceu ao papel higiénico quando o medo se instalou...

Não vejo televisão porque não gosto de novelas, os noticiários estão minados por interesses de terceiros e porque o futebol não é a minha praia, aliás o desporto hoje em dia é uma excelente arma ao serviço do MEDO. Não vejo televisão porque em boa verdade não necessito dela para ver e compreender o Mundo à minha volta.

Agora que o país entra lentamente numa nova rotina chamada quarentena o único conselho que estou em condições de lhe dar é que LEIA! Não veja televisão e não se deixe inquinar pelo histerismo e pelo medo. Afinal se fizer as contas às horas que deu ao aparelho televisivo e não à leitura vai chegar à conclusão que a sua dívida é grande!

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Este blogue é o resultado do meu percurso enquanto especialista em recursos humanos.

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